sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Quando a Lagoa do Taquaral encontra o Hyde Park ...

Ois,

Vocês seriam capazes de acreditar se eu dissesse que há uma banda que mistura o melhor do Jeses & Mary Chain, do Ride e do My Bloody Valentine e que durante a sua estada no planeta Terra eles se radicaram em Campinas/SP?

Essa puta banda existiu e se chamava ASTROMATO.



A banda começou mesmo em 1994, época do 1º JUNTATRIBO, festival independente que agitou a UNICAMP e o Brasil durante 3 dias naquele ano. Mais ou menos por volta de 1998, Pedro, um dos 3 fundadores (os outros dois são Armando e Fabrício) teve de morar fora do Brasil por 9 meses, e quando voltou mais ou menos 9 meses depois, veio acompanhado de algumas surpresas: várias letras e músicas em português!



Depois de 2 fitas demo, os caras regravaram as músicas no estúdio e destas regravações surgiu o "Melodias de uma estrela falsa" . Neste disco, eles deixam claras as influências de Jesus & Mary Chain quando entra a gravação definitiva de No Macio No Gostoso com sua bateria eletrônica utilizada com uma simplicidade eficiente.

Em 2002 o Astromato acabou. Seu último show importante foi em 2001, no Rio de Janeiro, quando abriu a noite para a banda escocesa Mogwai numa edição do festival Algumas Pessoas tentam te fuder.

“Melodias de uma estrela falsa” foi escolhido o 2º melhor disco dos anos 90 numa lista de 50 títulos, pelo site Senhor F.

Alguns comentários sobre o disco:

O Astromato me surpreendeu, o CD poderia tranquilamente ter sido lançado por uma major. E eles cuidam dos backing vocals, do que gosto. Sucesso à vista. [27/março/ 2001] Thomas Pappon (ex-Fellini);

O grupo representa um outro estágio no rock nacional dos últimos dez anos. [05/ janeiro / 2001] – Bruno Saito para o ZAP! do jornal O Estado de São Paulo

Passem pelos comentários e pegue sua passagem. Boa viagem com o pessoal do Astromato.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

As vezes temos que dar o braço a torcer ...

PQP ...

A rivalidade entre Brasil x Argentina vem desde nosso passado Imperial. Desde então, preferimos o capeta a admitir que os hermanos nos superam em algo. Sou bem brasileiro em relação a essa rivalidade, mas de vez em quando os platinos nos surpreendem com coisas tão boas que fica até difícil de acreditar. E não é só no futebol não, na música também, e é sobre uma destas excessões que falaremos aqui. A mais inglesa das bandas portenhas, o SODA STEREO.



Banda formada ainda na década de 80 em Buenos Aires tem em sua formação desde então: Gustavo Ceratti (voz, guitarras e programações), Zeta Bosio (baixo) e Charly Alberti (bateria). É considerada como uma das bandas mais importantes da história do rock ibero-americano. Em 1997 a banda terminou por problemas pessoais e diferença de critérios artísticos entre seus integrantes.

Quatro de seus álbuns foram incluídos na lista dos 250 melhores de todos os tempos do rock iberoamericano ou latino: Canción animal (Nº 2), Comfort y música para volar (Nº 15), Signos (Nº 40) y Sueño Stereo (Nº 41). E é para falar sobre "Sueño Stereo" que esse post foi feito.



Caraca, quanta qualidade é possível destacar neste disco lançado em 1995. Com certeza é o disco mais inglês lançado fora da Inglaterra neste ano com toda a certeza (e pra quem sabe o quanto eu gosto de rock inglês, isso é um puta elogio). Disco classudo, estiloso e de extremo bom gosto. Guitarras muito bem tocadas, samplers colados cirurgicamente nos lugares exatos, baixo com uma pressão e competência descomunal, além da batera segura e precisa, marcam essa estréia da banda em solo brasileiro (foi o primeiro disco deles lançados por aqui).

Destacar apenas uma ou duas canções seria uma puta sacanagem com esse discasso, mas como sempre tem aquele mala que me pede a receita de bolo, vá direto na primeira música do CD "Ella usó mi cabeza como un revolver" e depois "Paseando por Roma", só pra citar duas, mas não faça isso não, acomode-se em sua poltrona preferida, separe uma boa dose do seu drink predileto, dê o play neste CD e deixe-o tocar na íntegra. Diversão garantida nos comentários.

É, de vez em quando temos que dar o braço a torcer ... estes hermanos fizeram um golaço de placa ...

Mais covers

Poxa,

Não consegui colocar um monte de cover legal no post dedicado a isso, por isso aqui vai mais um post com alguns covers dobalacobaco. Divirtam-se.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Mais um post dos países baixos

Hola ...

Caraca como esse pequeno país que quase nos colonizou vem me surpreendendo musicalmente. Desde a época que existia o Lado B na MTV com o Massari apresentando, o mesmo já dizia que havia uma cena bem legal por Amsterdã e adjacências. Nos anos 90, a banda que rompeu essa cena e teve maior expressividade foi o Bettie Serveert com até discos lançados em edição nacional.

O tempo passou e nem só das jóias escritas por Carol Van Dijk a Holanda sobrevive. Tenho percebido uma nova efervescência vinda de lá. Novas bandas, novas tendências. Que bom que essa nova cena não se resume apenas ao Palloc (banda que já mereceu post nesse blog).

Vamos falar então de algumas outras bandas vindas desse país liberal.

Embrace Fire: Thrown - Unthrown


Ao ouví-los o que me vem em mente é aquele povo do finado "At The Drive-in", coisas do "Mars Volta" ... esse tipo de sonoridade ... É denso, pesadinho, com bastante guitarras, resumidamente, é o tipo de som que costumo ouvir no celular. Beeem bacana, fora de brincadeira, pode baixar na fé.

We vs Death - A Black House, A Coloured Home


Banda com um som mais complexo, mais experimental, belas melodias de guitarras. Fazem um som não tão pesado, mais climático mesmo, um lance meio trilha sonora de filmes noir ... chega de tentar explicar ... Ouça-os!!!

Kismet - Seven Songs


O Kismet nos dá uma amostra do que será seu disco de estréia. Algo mais doce, mais calmo. Muitos violões, percussão, algumas escaletas, melodias mais trabalhadas e qualidade de monte. A qualidade da gravação é monstruosa, nem parece que se trata de uma gravação ao vivo se não fosse as palmas da platéia no começo e no fim de cada canção, passaria como gravação de estúdio com toda a certeza.

The Black Atlantic - Reverence for Fallen Trees


Aqui o clima é Folk !!! Duendes, árvores, violões, muitos violões ... As vezes a voz remete-me a Belle & Sebastien embora essa não seja a prais desses holandeses que com certeza preferem passear no bosque. Hahahaha. Sinos, alguns pianinhos e de vez em quando uma bateria só pra marcar presença ... Com certeza o mais hipongo do lote.

Schotel Van De Dag - XMUS


O mais Lo-Fi do pacotão. Algo como se o Pavement usasse uns teclados meio Jovem-guarda (se é que essa associação pode ser possível). Aqui o lance não é se preocupar em tocar tudo bonitinho, é plugar os instrumentos e sair tocando mesmo, sem preocupação com qualidade de gravação, afinação e essas coisas. O ponto alto desse EPzinho é o cover de Transmission do Joy Division cantado em holandês. Impagável.

The Walt - Something we did not have


O mais atual de todas as bandas dessa safra. Som característico dessa década ... Influência confessa do pós-punk dos anos 80. Ótima pra tocar no baile junto com Killers, Franz Ferdinand e as demais bandas nessa linha. Talvez um pouco mais quebrado do que as bandas citadas, belo trampo de batera, guitarras mais ácidas e uma qualidade impressionante. Bom pacas.

Paper Tiger - Everyone Here


Ah !!! As vezes um pop de boa qualidade consegue transformar um dia chuvoso e chato. O Paper Tiger faz isso. Melodias ensolaradas, guitarras leves, tecladinhos incidentais os fazem ser aquela banda que provavelmente você gosta da música se toca no rádio mas que provavelmente nunca vai se preocupar em saber o que é. Agora você tem a oportunidade de conhecê-los, eles são holandeses, fazem pop do bom e chamam-se "Paper Tiger".

Todos esse holandeses podem ser encontrados nos comentários. Divirtam-se.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Sem guitarras e ainda assim rocknroll

Olás,

Hoje tava pensando em postar algo diferente. Algo que fugisse da mesmice da santíssima trindade do rock (baixo, guitarra e bateria) mas que mesmo assim soasse tão rocknroll quanto. Me vieram algumas bandas à cabeça e acho que a mais representativa em relação a essas características sem dúvida é o Dresden Dolls.



Banda SEM guitarra, mas com uma pegada incrível. No palco apenas o piano e a voz arrasadora de Amanda Palmer e a batera competentíssima e alguns violões ocasionais de Brian Viglione, e só. Tiram leite de pedra com tão pouco. O som é totalmente teatral assim como todas as apresentações da banda que se define como "cabaré punk" embora este conceito/rótulo não esteja tão claro.

Conheci-os através de seu álbum de 2006 chamado "Yes, Virginia" que conta com algumas de suas músicas mais representativas como por exemplo: "First Orgasm" e "Backstabber" e fiquei pirado e perplexo com tamanha esquisitice. Só fui ter a real noção de quão bizarro eles eram quando assisti o DVD ao vivo "The Dresden Dolls: Live at the Roundhouse London" ... Nesse show eles fazem parte de um típico Freak Show, com contorcionistas, mulher barbada, anões e várias coisas fora do padrão de normalidade.

A banda foi formada logo após Brian Viglione testemunhar uma apresentação de Amanda Palmer em uma festa de Halloween. Suas apresentações dramáticas, no qual os membros maquilavam-se e vestiam vestimentas de cabaré, logo ganhou fãs.



A banda apresentou-se em 2002 no Prêmio IgNobel em Cambridge, Massachusetts. Após uma demo produzida pelos próprios integrantes, seu primeiro lançamento oficial foi um álbum contendo em sua maioria compilações de apresentações, "A is for Accident".



O álbum seguinte que tem o mesmo nome da banda e foi lançado em 26 de setembro de 2003 pela 8ft. Records, o selo pessoal da banda. Este disco foi produzido por Martin Bisi que já havia trabalhado entre outros com o Sonic Youth.



Em 18 de abril de 2006 foi lançado Yes, Virginia, e ao longo do ano a banda apresentou-se em festivais como o Lollapalooza. Realizaram turnê com o Panic! at the disco de 27 de junho à 2 de agosto.



Em 2008 lançaram o seu último álbum (até o momento) chamado "No, Virginia". Esta compilação, é um complemento para o álbum "Yes, Virginia" e contém faixas remanescentes de sessões de gravação do mesmo, juntamente com b-sides e faixas lançadas em coletâneas.

Todas as canções dos Dresden Dolls são compostas por Amanda Palmer. A mocinha é mesmo um estouro.

Dresden Dolls é doente demais, mas vicia. Se não bota uma fé, passa nos comentários e tire suas próprias conclusões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Trilha Sonora da Cópula

Ah, o amor ... Ah, o desejo ... Ah, a cópula ... Nham !!! Tudo isso é muito bom, tudo isso é legal, é batuta, mas na hora do "vamos ver" qual a melhor trilha sonora? Como deixar o clima mais propício?

Qual critério torna uma trilha sonora propícia para o ato? Algo que ambos gostem? Algo especial? Ou apenas a sonoridade de determinados discos tem a capacidade de deixar qualquer pessoa doida por uma ávida noite de amor. Hora selvagem, hora calmo, hora sensual ... Teria a música este poder?

Cheguei a conclusão que muita coisa pode ser uma trilha sonora bacana para algo tão bacana, mas pro negócio ser definitivamente foda (trocadalho do carilho, hahahaha), ai vai o Top 5 Melhores Trilhas Sonoras para a Cópula ... hahahahaha

Vamos a eles:

1º Lugar: Portishead - Roseland NYC Live (1998)



Indiscutível !!! Nada é mais perfeito para o ato da cópula do que os vocais (gemidos?) de Beth Gibbons embalado pelas guitarras de Adrian Utley e as pickups de Geoff Barrow, além da participação muito mais do que especial neste show da New York Philarmonic Orchestra. E PQP! como souberam usar este recurso ... Tem um lance meio deprê, meio claustrofóbico, podemos dizer até que é meio masoquista, mas que dá um clima de tesão, entrega e cumplicidade na noite de amor de qualquer mortal, isso dá. Não tenha dúvida disso.

Só pra deixar bem claro: INSUPERÁVEL.

2º Lugar: Gotan Project - La Revancha Del Tango (2001)



Caraca, como é bom ... como tudo se encaixa ouvindo esses caras (trocadilho infame). Que puta clima de sedução, striptease, sacanagem da boa e talz. Qualquer cidadão perde a linha ouvindo isso aqui com uma bela pequena ao seu lado (ou em baixo, em cima, anyway). Fico só imaginando um strip ao som do combo de tango eletrônico. Não há voz, só melodia, ritmo e a mais pura sedução portenha.

Diversão garantida.

3º Lugar: Duffy - Rockferry (2008)



Que vozeirão essa garota galesa tem. Que estilo, essa mocinha é um estouro! Fora de brincadeira. Vive num mundo como se estivéssemos ainda na Swinging London em 1967. Seu visual, som e estilo são totalmente retrô. Som calmo, baladas, há várias delas nesse discaço, há também uma canção bem propícia pra se chacoalhar os esqueletos no baile, no motel, na cama, ou onde quer que estejam ... pra que a coisa não caia na mesmice e que possa recomeçar com gás total.

Recomendadíssimo caso queira um clima de romance.

4º Jay Jay Johanson - Poison (2000)



Caraca, que som soturno ... Clima de deprê total .. Fetichinho dark de boa ... O maluco canta como se não fosse haver amanhã, como se tivesse que resolver toda a vida dele agora, pra ontém ... É foda. Soa-me como bondage, mordaça e talz. Bom pacas, cheio de orquestrações. Se fosse uma garota que estivesse cantando seria considerado com certeza uma cópia deslavada de Portishead, mas apesar de compartilharem o estilo, aqui a abordagem é muito mais orquestrada que os trabalhos da supracitada banda de Bristol. O Portishead escracha de usar orquestra no Roseland, nos outros ficam mais no sampler mesmo, esse cara não, é tudo gravado organicamente, músicos de verdade tocando música de verdade.

Ótima escolha pra criar uma clima de submissão.

5º Lugar: Deftones - White Pony (2000)



Com toda certeza "o alien" dessa lista. Todos, por mais díspares que sejam, acabam favorecendo um clima de romance, por mais soturnos que sejam, aqui o lance é outro, é pegada, é denso, é bruto ... É pra aquela noite que palavras se fazem desnecessárias, é instinto puro, nada é premeditado. Ao mesmo tempo que morde (e morde mesmo!), assopra pra dar uma aliviada ... é o mais complexo de todos, um caldeirão de fetiches, sacanagem, submissão, pegada, força, ou seja, praticamente perfeito.

Aqui a pegada é bruta, roxos, arranhões, instinto mesmo.

Bom, pra não perder o costume, todos os links estão nos coments. Enjoy e proteja-se.

Shoegazer de los Andes

Buenas,

Hoje resolvi desenterrar algumas coisas das antigas que poderiam ter virado hype mais na época não se sabe porque cairam no ostracismo, mesmo quando deveriam ter tido uma relevância beeeeeem maior.

Entre esses "achados" destaco a banda chilena SOLAR.



A banda que até onde eu saiba encerrou suas atividades em 2004, era formada por: Alejandro Gómez (voz + guitarra), Ricardo Contesse (guitarra + coros), José Domínguez (baixo) e Alejandro Gatta (batería).

Acho que se metade das bandas indie nacionais dos anos 90 dariam um braço pra fazer um som tão foda. É como se o Ride e o My Bloddy Valentine tivesse mudado de país e vivesse em Santiago. O mais foda é que conseguiram este nível de excelência já no primeiro disco, chamado "Play" de 1997.



O Solar é praticamente isso, a síntese perfeita, a intersecção entre os dois pilares do Shoegazer, o Ride e o MBV como pode ser visto nesse vídeo.

Guitarras distorcidas e cheias de efeito, cozinha competentíssima e aquela voz etérea que parece que simplesmente "brota" da sua cabeça, mas que na verdade sempre esteve por lá ... O mais bacana e original dos caras é que eles não são ingleses, fazem este típico som inglês melhor do que muitas bandas britânicas e conseguem fazer isso com maestria e pasmem, cantando em castelhano!!! Os caras conseguiram quebrar a máxima de que Shoegazer só funciona na Grã-Bretanha ... Viva o shoegazer do 3º mundo ... Boa viagem com os chilenos do SOLAR!!!

ps.: se bateu a curiosidade, dá uma passada nos comentários e seja feliz.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Fotografia do Rock !!!

Buenas Povo!

Chateadamente não estou conseguindo manter o que me propus a fazer quando criei o Blog que era fazer um post por dia, ta difícil postar, quem dirá um por dia ... Essa treta toda acontece porque tô sem PC em casa e faço tudo apenas pelo PC do trampo. É na encolha mesmo ...

Desculpas à parte, vamos falar do que nos interessa, rocknroll !!!

O post de hoje é de uma banda que nunca tinha sequer imaginado que existia até começar a procurar desesperadamente o primeiro disco dos Kilians (Kill the Kilians, 2007) por causa da maldita música do comercial de um analgésico que passou insistentemente na TV aberta no ano passado. Ah! caso se interessem ou não se lembrem, a música chama "Sunday"

Depois de conseguir achar o link dos Kilians em um blog alemão que eu não vou recordar o nome agora, comecei a procurar na Last FM artistas com o perfil parecido com o dos caras, eis que me deparo com uma banda de nome no mínimo inusitado (para nós que falamos Português), FOTOS.



Banda oriunda da cidade de Hamburgo que conta com os vocais e a guitarra de Tom Hessler, com um outro guitarrista de nome Deniz, um baixista chamado Frieder e um batera com a alcunha de Beppo. Fazem um indierock bem bacana, com uma pegada mais propícia a chacoalhar os esqueletos no baile, embora sem abrir mão de distorções e de peso quando necessário. O mais bacana de tudo é conseguir fazer o que fazem com uma baita qualidade e cantando em ALEMÃO.

O disco que destaco aqui chama-se "Nach Dem Goldrausch", foi lançado em 2008 e nele destaco as faixas "Explodieren", "Serenaden", além da faixa título que é dobalacobaco.

É impossível entender uma palavra que seja do que ele diz, mas a sonoridade do troço é muito bacana, fora de brincadeira. É bom mesmo !!! Se não acreditam, passem nos comentários e tirem suas próprias conclusões.



Bom, vamos para de enrolação que o que vale aqui é o rocknroll ... Boa viagem sonora e visual com os alemães do FOTOS!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Seria o Sigur Rós a melhor atração do MoMA de Nova Iorque?

As vezes, as canções valem mais do que milhões de comentários, ou resenhas, etc.

Pqpcaralhoporra !!! O que foi esse show dos islandeses no Museu de Arte Moderna novaiorquino?

Os caras mataram a pau, deixaram a "tristeza característica" da banda de lado, ou quem sabe o sol voltou a dar o ar da graça la por aquelas terras geladas, onde o inverno dura muito mais do que 3 meses.



Chega de enrolação e tentar explicar o que vocês só conseguirão entender ouvindo. Sendo assim, passa lá nos comentários e boa viajem com a Rosa da Vitória (Sigur Rós).

Até.

Covers, a maior praga do rocknroll !!!

Hola Chicos e Chicas !!!

La vamos nós com mais um post e nesse quero falar da praga que assola boa parte das bandas, o cover. É bacana e tal você prestar uma homenagem pra algum artista que tenha te inspirado a fazer música ou que te influencie no tipo de som que você faz e talz, mas calcar o seu trabalho musical em um único artista e querer ser esse artista é de uma falta de originalidade tremenda, fora de brincadeira.



Esse problema acontece principalmente com a mulecada mais juvenil que quando começa a tocar ainda não sabe que caminho seguir, o que usar de cada influência e se bitolam em ser, em emular algo já existente

O que leva um bando de caras a montar uma banda e só tocar música dos outros? Onde está a criatividade dessas pessoas? Será que o único intuito de se montar uma banda de rocknroll é ganhar dinheiro?

Tirando esse esculacho (sorry :P) fazer cover pode ser um exercício criativo e pode chamar a atenção no começo da banda, quando ninguém conhece o seu som, em um show por exemplo, você põe um coverzinho estratégicamente no meio do seu set-list que serve além de diversão pra banda (maior sentido de se montar uma), como maneira de conseguir prender a atenção de quem tá assistindo.

Alguns covers, superam as versões originais e ficam mais famosos que as versões homenageadas, como por exemplo:

Rolling Stones - I Wanna Be Your Man: O primeiro grande sucesso dos Stones na verdade é escrita por John Lennon e Paul McCartney e foi lançada antes da dos Beatles. A versão dos Beatles se encontra no álbum With The Beatles e é cantada por Ringo Starr.

Jimi Hendrix - All Along The Watchtower: Um dos grandes clássicos do maior guitarrista a andar sobre o solo do planera Terra é uma versão turbinada de um clássico do grande Bob Dylan

Existem também aqueles covers inusitados que de tão bizarros acabam virando referência, é sobre esses que esse post está sendo feito. Há algumas bizarrices como por exemplo o "Hanson" (lembram?) tocando Optimistic do Radiohead (sic!!!), a banda de HC "A Static Lullaby" tocando Toxic da Britney Spears e o "Franz Ferdinand" homenageando a "princesinha do Pop" coverizando a sua Womanizer e melhorando-a um tanto.

Bom, se quiserem podem passar pelos comentários e baixar uma coleção com alguns dos covers inusitados que andei achando por ai.

Como já diria o finado Chacrinha: "Nada se cria, tudo se copia!!!"

Enjoy

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Polara, ou a banda que me fez descobrir que não é só de distorção que se faz o rocknroll

Olás.

Tava pensando no que postar hoje e me lembrei de uma de minhas bandas nacionais preferidas, o Polara. Uma das coisas mais bacanas deles é que nunca se sabe quando acabaram, se estão em animação suspensa ou quando voltam.



A formação dos caras é um caso à parte. Sei que houveram várias, até nem sei de todas, mas pra mim a formação clássica é a que eu via tocando no Outs, na Juke Joint e em outras casas onde se toca o bom rocknroll em SP. Nessa época o line-up era composto por: Carlinhos (ex-Againe) nos vocais, Rafa (ex-Planet Hemp e Elroy) na guitarra (limpa, magrinha, sem distorção nem nada), Marinho (Hurtmold) na outra guitarra, Japa Sato (ex-Mamelo Sound System) no baixo e Fernando (Elma) na batera.

Foi uma das primeiras bandas que me fez ver que o lance de só fazer música em inglês era neurose minha. Que podia ser rocknroll, ducaraleo e mesmo assim cantado em nosso idioma pátrio. Os caras tocavam praticamente sem distorção e mesmo assim o som tinha uma puta pegada rocknroll. Depois deles comecei a perceber que distorção é acessório, não o principal.



Conseguir os discos dos caras foi um parto, mas como sou um cara bacana, tô postando os dois discos "de estúdio" dos caras. O primeiro é o "Tempestade Bipolar" de 2005 e o segundo é o "Inacabado" que não sei quando saiu ou se saiu ... um lance meio Smiley Smile dos Beach Boys, tipo todo mundo tem o disco mas lançamento oficial, nada. Além dos dois discos, tem também uma coletâneazinha de Lados B dos caras.




Bom, aqui vão dois vídeos dos caras ao vivo no programa Trama Virtual e nos comentários os links para download. Até.



Dançar na Buaty (Ao vivo - Trama Virtual)

Confusa Demais (Ao vivo - Trama Virtual)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Modeletes Rocknroll



Bom, tava pensando esses dias, só uma carreira atrai mais modelos do que jogador de futebol: Rockstar !!! O mais engraçado é que sempre que rola uma relação entre uma modelete e um rockstar o cara pira e resolve por a modelete pra cantar ... Nem sempre dá certo, mas quando acertam fica beeeeeeeem legal. Nesse post resolvi mostrar alguns bons exemplos de quando a junção modeletes + rockstars funciona ...

Jesus And Mary Chain & Scarlett Johansson - Just Like Honey

Os caras ficaram parados por um tempão e quando voltaram aprontaram essa no festival Coachella em 2008, convidaram a loirinha pra cantar com eles. Resultado: Scarlett já gravou dois discos.

Primal Scream & Kate Moss - Some Velvet Morning

Todo mundo sabe que a magrelinha é ávida devoradora de rockstars ja tendo se envolvido com Jamie Hince (The Kills), Pete Doherty (Libertines, Baby Shambles) e nessa época com Bobby Gilespie, vocal do Primal Scream, a versão da canção imortalizada por Nancy Sinatra ficou ducaraleo, um electrorock bacana pra chacoalhar os esqueletos no baile.

Franz Ferdinand & Marion Cotillard - Lady Rouge

A junção da francesa ganhadora de um Oscar de melhor atriz por sua interpretação da eterna Edith Piaff e dos escoceses bem-vestidos. Marion é garota propaganda da Dior e nada mais justo que emprestasse sua voz para a campanha de divulgação da grife. Contou com a ajuda na composição de Alex Kapranos e cia. Surpreendentemente bacana.

Five O'Clock Heroes & Agyness Deyn - Who

A junção da dita "nova Kate Moss" (só na cabeça dela) e dos novaiorquinos do Five O'Clock Heroes numa musiquinha mezzo anos 60, mezzo indie. A música tem uma levada bacana mas ela tem uma voz meio esganiçada demais. Nada que comprometa a qualidade da canção, mas é melhor ela continuar nas passarelas.

Lemonheads & Liv Tyler - Hey. That's No Way To Say Goodbye


Bela canção acústica gravada pelo Highlander do rock Evan Dando e pela melhor coisa que o mala do Steven Tyler ja fez (porque Aerosmith é uma MERDA !!!)

Quem sabe no Brasil os músicos não tomam a mesma inicitiva. Já imaginou O Rappa & Isabelli Fontana cantando juntos? Ou melhor ainda ... imaginem a "diva" Gisele Bundchen num dueto com Joelma e Chimbinha do Calypso? ... Medo!!!

Boa viagem nos bons sons na companhia de belas modelos.

Enjoy.

ps.: o link está nos comentários.

Palloc parte 2, o retorno

Falei deles tocando Radiohead mas não postei o link do vídeo. Desculpem-me pela mancada. Ai vai. Enjoy!!!

Palloc - Talk Show Host (Radiohead Cover)

Caso interesse, nos comentários tem o link pra esse "mini-show". Divirtam-se

Palloc, ou rocknroll vindo dos países baixos



Como post inaugural, vamos falar sobre o Palloc.



Conheci esta banda holandesa meio que por acidente. Estava procurando alguns covers do Radiohead pela net quando me deparei com um vídeo deles tocando "Talk Show Host". PQPCaralhoPorra !!! Embora fiel a versão original, era totalmente diferente, acho que a voz da garota que canta e toca os teclados deu uma nova cara pra canção. Resolvi então sair atrás de alguns lançamentos deles e descobri em seu próprio site seu disco de estréia "A Tree in Our City". Disco recomendadíssimo que poderá ser baixado no mesmo esquema "Quer pagar quanto?!" já utilizado pelo próprio Radiohead. Gravação de primeira, guitarras muito bem tocadas, cozinha concisa, boas intervenções de teclados, hora emulando pianinhos, hora emulando moog e uma bela voz ... Vale cada centavo de investimento, ou se preferir, dê uma passada pelos comentários. Como diria o sabedor Fabio Massari nos áureos tempos de Lado B: "Boa viagem com o pessoal do Palloc".