segunda-feira, 8 de setembro de 2014

#discodasemana - Agosto/2014

Buenas,

Agosto foi um mês atípico, teve 5 semanas, logo, 5 resenhas novas pra vocês.

Caso queiram acompanhar pelo instagram, é só seguir: @hadouken_sp ou usar a hashtag "#discodasemana ...

Vamos ao rocknroll que é o que interessa:

 "(Whats the Story) Morning Glory?" - Oasis

Clássico da minha adolescência. Me acompanha desde 1995, quando saiu.

Esse disco é a afirmação do Oasis, o temido segundo disco cheio de expectativa e responsabilidade. Aquele q costuma derrubar os mais incautos, mas isso não acontece aqui, nem de longe. Esse disco nada mais é do que uma coleção de pérolas que mostra ao mundo a genialidade de Noel Gallagher e da com que seu irmão caçula, Liam, se roa de ciúmes.

Disco todinho composto pelo Gallagher mais velho que aqui é amparado pela segunda formação dos caras. Aquela aura rocknroll do primeiro disco é um pouco deixada de lado com a troca do batera. O novo, Alan White é muito mais técnico, mas não tem o feeling nem a pegada rocker de Tony McCarroll, o batera sumariamente expulso da banda, pois pros irmãos, ele não tinha habilidade suficiente. Os outros comparsas de sempre pra segurar a onda, "Bonehead" Arthurs (na guitarras) e Paul McGuigsy (no baixo).

O disco abre rocker com "Hello", numa continuação direta do primeiro disco, depois oscila entre alguns pops, outros rocks e o ponto alto desse disco, as baladas. São essas as músicas que mais pegaram e fizeram a fama da banda (popularizou monstruosamente o trabalho dos caras). O final do disco é épico com a baladaça "Champagne Supernova" com refrão grudento pra cantar a plenos pulmões e solo marcante do Gallagher mais velho.

Um disco conciso, bem feito, que mostra o crescimento de uma banda em pleno vôo. Um dos discos que mudaram minha vida. Simplesmente sensacional. #disco #discodasemana #oásis #whatsthestory #noel #gallaghers #rock #britpop #eupiro #clássico #foda #prediletosdacasa

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"Everything Must Go" - Manic Street Preachers

Como continuar após o trauma de perder seu principal letrista? O cara simplesmente escafedeu e nunca mais foi achado.

Decidir continuar foi uma atitude adulta e sensata. Mas recomeçar nunca é fácil, mas os Manics o fizeram com maestria. Substituíram a segunda guitarra do amigo sumido por orquestrações, pianos/teclados, violinos, harpas e fizeram as músicas mais bem arranjadas da sua carreira.

Dos rockões como "Austrália", "Enola/Alone" e "Further Away", às orquestrações e lirismos de "A Design For Life" e da faixa título, tudo soa como Manic Street Preachers, mesmo que não seja como de costume. Tiveram que evoluir na marra.

Nesse disco consta também a ultima canção escrita por Richey James antes do chá de sumiço, "Kevin Carter", com as guitarras típicas dos Manics de outrora e o refrão. Pra cantar a plenos pulmões. Ah!! Quanto a cantar, JD Bradfield nunca cantou tanto como neste disco.

Quando dizem que tudo deve seguir em frente ("Everything Must Go", em português), eles levam isso extremamente a sério e fazem a sua obra prima. Talvez para mostrar ao mundo como eram capazes, ou como um pedido de desculpas a Richey por terem continuado, tanto faz. Eis o ápice dos galeses nessas 12 faixas. Disco de gente grande. #discodasemana #disco #rock #manicstreetpreachers #msp #everythingmustgo #eupiro #guitarras #foda #épico #melhor #prediletosdacasa

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 "48:13" - Kasabian

Caos. Se pudesse definir esse disco novo do Kasabian em uma só palavra, seria essa.

Já começa bizarro pela capa pink e a única imagem (que não é imagem) é o tempo das músicas. Seria um novo conceito ou preguiça mesmo?

O disco começa cheio de barulhinhos com a instrumental "Shiva", depois a pedrada, arrasa-quarteirão"Bumblebee" (séria candidata a música do ano), uma cacetada com baixo pesado, batera surrada, voz distorcida, backings cavernosos e guitarras pontuais. Ai entramos em outra máxima sobre os caras: Pra que serve a guitarra do Pizzorno? Figuração? Se fosse só a do Jay Mehler ja estaria de bom tamanho, mas se insistem em 2, quem sou eu pra falar?

Impossível não comparar esse disco aos trabalhos do Primal Scream, a mistura de rock com música eletrônica é latente e indissolúvel no som dos caras. Mas mesmo parecendo tanto, nota-se que é influência, referência, não cópia ou plágio. Um disco não linear, ao mesmo tempo que há músicas pra curtir na pista e pra cantar a plenos pulmões em festivais, há espaço para a bucólica "S.P.S.".

Conseguiram evoluir ao longo dos anos e fizeram esse discasso (desde já, candidato a melhores de 2014) mostrando que a fórmula não se esgota com facilidade. Pode não mudar a vida de ninguém, mas é uma puta trilha-sonora pra uma festa pra lá de animada. Fica a dica. Recomendado. #disco #discodasemana #kasabian #4813 #rock #electronic #indie #duk7 #bompacas #melhoresde2014 #eupiro #capafeiadok7

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 "Lonerism" - Tame Impala

Chapação e viagem. Os australianos revisitam a psicodelia dos anos 60 e 70 como se ainda por lá estivessem.

O álbum começa seco, com "Be above it", que até explodir, nem parece a mesma banda que gravara anteriormente o fodástico "Innerspeaker". Essa primeira faixa está muito mais pra algo eletrônico/experimental do que pra Tame Impala.

A Piração e a imersão nos sons de outrora começam em "Endors Toi" e tem o seu pico em "Apocalypse Dreams" (pra mim a melhor faixa dos caras, a síntese do que é o Tame Impala), e daqui pra frente o álbum se torna uma viagem sem volta, psicodélico e viciante, te leva para estados alterados da mente, principalmente se estiver ouvindo através de fones de ouvido.

Tudo é perfeito, tudo soa vintage, tudo soa de época, o que é a maior virtude dos caras. Eles não soam como cópia. Teria feito bonito em Woodstock ou em qualquer outro festival psicodélico dos anos 60 ou 70. Soam consistentes e verdadeiros. Baixo pesado, batera crua, guitarras cheia de efeitos, teclados, muitos teclados e voz, etérea, como se viesse direto de um sonho. Pra ouvir assistindo Alice no País das Maravilhas, doidaço. Ou pra entrar em uma viagem sonora apenas com a musica como combustível de chapação. Simplesmente alucinante. Recomendadíssimo. #disco #discodasemana #tameimpala #lonerism #psicodelismo #rock #rockmusic #viajandão #60s #70s #Ducaráleo #foda #discaço #presiletosdacasa #muitobom

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 "Into the Sun" - Sean Lennon

Impossível não comparar o caçula do clã dos Lennon com seu próprio pai, o ex-beatle. A voz é incrivelmente parecida, mas as semelhanças musicais acabam por ai.

Sean se mostra um artista cosmopolita e plural. Em seu disco de estreia, o fodástico "Into The Sun", monta uma colcha de retalhos sonora, um caleidoscópio musical com uma banda de responsa que contava com a participação de Yuka Honda do Cibbo Matto nos teclados e que chegou a fazer um show absurdo no finado Free Jazz Festival.

O disco abre esporrento com "Mistery Juice" e se transforma, bossa nova em "Into the Sun", em jazz em "Sean's theme", pop romântico em "2 fine lovers", indie rock em "Home" e segue em deu caldeirão. Nenhuma musica é igual a outra, mas em todas podemos ver que suas influências dao atemporais, mas há um pezinho no vintage, na escolha dos timbres e sonoridades. Atual com filtro antigo.

Mesmo o disco tendo sido lançado em 1998, ainda me traz uma sensação de frescor que não percebo em muitas bandas atuais. Uma pena esse disco não ter feito o devido sucesso por aqui. Houve uma tentativa nanica de divulgação por parte da Mtv Brasil, mas foi insuficiente pra fazer o disco pegar. Uma enorme injustiça. Um dos melhores discos de estreia da década de noventa e desde sempre um dos #prediletosdacasa ... Sensacional e pra lá de recomendado. #ficaadica #rock #Music #seanlennon #intothesun #disco #discodasemana #anos90 #plural #foda #duk7 #filhodojohn #Lennon #sensacional #amomuitotudoisso

É isso ai ... mês que vem, tem mais!!!

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

#discodasemana - Julho/2014

Buenas povo,

Novidades no front. Tô escrevendo sobre música em um blog maior, do meu amigo Ricardo Marques, pra dar uma olhada, acessem: www.umblogqualquer.com.br

De uns tempos pra cá, toda semana tenho postado alguma resenha ou alguma novidade musical através do meu perfil do instagram: @hadouken_sp, pela hashtag "#discodasemana" e uma vez por mês vou juntar todas essas resenhas em um post novo por aqui. Esse blog não vai se resumir apenas a essas compilações, prometo. Ainda vou continuar com os posts regulares (mas sem frequência definida).

Chega de enrolação e vamos às resenhas de Julho/2014:

"Hatful of Hollow" - The Smiths

Venho com uma das maiores pérolas musicais da história. A minha primeira banda, a que me acompanha desde mais tenra idade (agradeço às minhas tias por isso).

Coletânea de pérolas compostas pelos maiores gênios dos anos 80, a dupla dinâmica Morrissey/Marr, que explicitou e musicou a juventude da época e que marcou toda a minha geração com letras ácidas e instrumental de um baita bom gosto.

Bateria econômica (mas com alguns contratempos que são incompreensíveis, mas épicos), baixo maravilhosamente bem tocado, a voz do Mozz afetada como sempre, mas cantando como nunca e a cereja do bolo, a guitarra mágica do Johnny Marr (o maior guitarrista dos 80 e um dos meus guitarheroes). Músicas que viraram hinos de uma geração e que são atemporais e ainda fazem sentido. Amores, desamores, política, bullying, tudo é motivo pra verborragia de Morrissey e sua turma. Foram como um cometa, em 4, 5 anos de carreira, deixaram um legado absurdo pra toda a cena musical inglesa vindoura. Simplesmente um dos meus discos preferidos de todos os tempos. Recomendadíssimo!!! #disco #discodasemana #rock #smiths #80s #clássico #foda #ducaraleo #duk7 #bomdemais #guitarra #guitarhero #mozztheboss #hinos #prediletosdacasa #amomuitotudoisso

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"Give It To Her" - Gallygows

Descoberta antiga já, conheci em um programa da TVE espanhola (quando esse canal fazia parte do pacote da tv por assinatura), lá pros idos de 2002 e só agora, via YouTube tive acesso ao seu disco de estreia (não achei pra baixar em canto algum).

Esses espanhóis fazem um som calcado no indie, mas com uma pegada mais pop, cheio de tecladinhos bacanas e guitarras sem muito peso, mas isso em momento algum soa como demérito, compensam a ausência de peso com um baixo muito dançante e uma batera suave. O jeito como colocam as vozes lembra muito o Teenage Fanclub da fase "Grand-Prix", aquela vocalização dobrada característica das bandas dos anos 60, o q pra esses caras fazem muito sentido.

Um soft-rock pra lá de bom, cantado em inglês (o que é uma pena), com uma cozinha pra la de competente, arranjos muito bem elaborados e vozes muito bem postadas e de uma afinação absurda. Em bom espanhol, me gusta. #disco #discodasemana #indie #pop #Ducaráleo #duk7 #espanhóis #tretadeachar #bomgosto #descobertas #eupiro #megusta #recomendadíssimo

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"The Suburbs" - Arcade Fire

Apaixonante!!! É assim que defino esse disco. A superação do que até então parecia insuperável.

Como ir além de dois trabalhos considerados perfeitos? No terceiro disco, a crítica pode ver que eles ainda não tinham ido além. É aqui, com " The Suburbs" que eles mostram seu verdadeiro potencial.

Lirismo, Rococó, Pop, Guitarras, instrumentos inusitados, Reginè Chassagne, Bom Gosto e talento pra mais de kilometro.

Começa épico com a faixa título, de refrão pra cantar a plenos pulmões (assim como fiz no Lollapalooza) e fecha com a continuação da faixa 1 (The suburbs - continued) ... mas o miolo entre o começo e o fim, Taqueospariu, só pérolas. Do pop barroco em "Rococó", à batida oitentista de "Half-life II", tudo soa coeso, mesmo com esses anacronismos, os canadenses soam mais atuais que a maioria das bandas de hoje. Retrô sem ser nostálgico. E ainda tem "Ready to Start", que pra mim, é o ápice das criações Arcadefireanas. Aqui sim eles atingem a perfeição: Pop, rock, retrô e atual, tudo na mesma faixa. Simplesmente foda!!! Guitarras, teclados, violinos, baixo, bateriaS e as vozes, não há destaque individual, apenas espaço para a comunhão de músicos apaixonados pelo seu próprio som e dividindo suas pérolas conosco.

Sem mais, ouça e tire suas próprias conclusões. #disco #discodasemana #arcadefire #thesuburbs #foda #clássico #épico #eupiro #rock #pop #retrô #vintage #atual #prediletosdacasa

Mês que vem tem mais. Abrazz!!!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Rocknroll além das fronteiras

O bom filho a casa torna, tô de volta ...

Fiquei uma cacetada de tempo sem escrever mas vou tentar suprir essa ausência com postagens em prazos mais curtos ...

Nesse tempo fora, muita coisa mudou, mas como o lance aqui é música e não a minha vida, vamos falar de boa música.

Ando pirado na cena post-punk da Bielorrússia e até fiz uma resenha de algumas bandas de lá no blog do meu grande amigo Ricardo Marques (onde fui convidado a escrever), o "Um Blog Qualquer".

Nesse post de hoje, reproduzo aqui uma parte dessa resenha, vou falar de uma das bandas que mais tenho ouvido nos últimos tempos, o Akute.

A primeira banda bielorrussa a ganhar a minha atenção foi o Akute (o pior é falar da banda pros amigos que te olham com aquela cara de "Você bebeu?" e nem saber se a pronúncia do nome como ando dizendo está correta. Pronuncio do jeito que lemos em português mesmo.). Banda oriunda da cidade de Mogilev e que conta em sua formação com: Raman Žyharau (baixo e vocais), Stas Mytnik (voz e guitarra), Pavel Filatov (bateria).

O Akute, é uma clássica banda de post-punk. Ao ouví-los, senti-me em Londres, início dos anos 80, aquela safra magnífica de bandas: Joy Division, The Cure, Wire, Echo & the Bunnymen, e tantas outras. Uma sonoridade revisitada com um talento sensacional que faz com que o som não soe datado, mesmo estando óbvias as referências. No caso do Akute, nota-se claramente a influência gigantesca do Joy Division, uma sonoridade mais soturna, com bateria dançante, baixo bem marcado e guitarras criativas e barulhentas. A voz, é um caso à parte. Primeiro por cantarem em seu idioma pátrio (impossível cantar junto!!!) e segundo porque provavelmente eles coloquem alguma coisa na água daquele povo, ou mais provavelmente, a quantidade de vodka que consomem por lá, faz com que todos fiquem com um timbre parecido com o do Ian Curtis (vocalista do Joy Division, morto em 1980).

Eles tem 2 discos lançados, o primeiro chama-se "Dzievacki i Kosmas" e é de 2011 e o segundo e mais recente, chama-se "Nie isnuje" e é de 2012. O disco que mudou a minha opinião sobre o rock feito do outro lado do mundo, foi o de 2012, e que grata surpresa. Começa incendiário, com "Krou by vada", faixa que já coloca os saudosistas pra chacoalharem o esqueleto no baile, e que ao mesmo tempo consegue ser dançante e vigorosa, com um final épico. Conforme as faixas vão passando o disco se mostra ao mesmo tempo retrô e moderno. Não ouço só passado no som dos caras, ouço resquícios de coisas atuais como "the Killers" em "Jany pad snieham". Talvez o resquício mais oitentista e descaradamente retrô esteja em "Špital". Mesmo com alguns elementos eletrônicos e modernos, o som dos caras é calcado na década de 80 e isso, em momento algum soa pejorativo, é uma das maiores virtudes dos caras, estruturar-se e conceber algo novo baseando-se em algo que já tinha sido feito anteriormente (provavelmente quando nenhum dos caras era nascido).

Fica difícil apenas conceituar, é muito mais fácil deixar a iguaria pra que vocês apreciem. O link pro álbum dos caras tá aqui: https://soundcloud.com/akute/sets/nie-isnuje/

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Desfecho

Caso alguém tenha ficado curioso com as postagens do meu bode, inferno astral, karma ... chame como quiser ... a situação que levou a ele teve um desfecho. Não foi do jeito que eu queria, foi o fim.

Definitivamente o fim ... Já faz mais de mês ...

Doeu, machucou, magoou ... naqueles primeiros momentos, você passa só a pensar em asneira, não ter vontade de nada ... torna-se um martírio dormir (só quando chegava a exaustão física, as vezes após 48 horas acordado, direto) e mais martirizante ainda era acordar, sem perspectiva alguma, sem chão, sem saber o que fazer e como seguir, perdido ... As cicatrizes ficaram (e serão eternas), mas a dor diminuiu ... o que era amor, hoje é mágoa e ressentimento (amor e ódio caminham lado a lado) ... quem sabe um dia, tudo isso passe ... enquanto isso, sigamos em frente.

Agradeço sempre ao universo por me proporcionar uma família e amigos maravilhosos, com os quais posso contar quando for ... Vocês (sabem quem são), fizeram, fazem e farão a diferença, sempre.

Agradeço também aos deuses do rocknroll por me proporcionar sanidade (tocar, pra mim é terapêutico, melhor que qualquer psicólogo) ... quando toco exorcizo alguns dos meus demônios, facilita um bocado.

Vi uma imagem na net e acabei me identificando com o momento ... olhem só ...



Tem sido o meu mantra ...

Bom, pra finalizar essa celeuma, vou usar um argumento da pessoa mais sábia que conheço, minha avó, Dona Felícia, do alto dos seus 84 anos, me disse: "Filho, não se preocupa, o que é seu tá guardado. Na hora certa, você encontra".

Pois é. Estou fazendo isso, vivendo um dia de cada vez, deixando o tempo fazer a sua mágica.

Vida que segue.

ps.: Que falta do meu chuveiro a gás!!! :p

ps2: Trilha sonora ... esse blog ainda é sobre música ...







quarta-feira, 26 de junho de 2013

Tá osso ... sinto o fim se aproximando ...

Buenas (pra vocês, pra mim tá osso) ...

Preciso exteriorizar os meus demônios.

A fase tá pra lá de ruim e acho q a hora da definição se aproxima, a espera tá me matando, assim como a incerteza ... e pra esses momentos de angústia, ninguém é melhor que a boa música como companhia.

O clima não tá dos melhores, logo, não esperem uma happy song, algo como "You and Me Song" do Wannadies, tô mais pra Joy Division ... embora seja um trocadalho do carilho que a música feliz seja dos "quermorrer" e a tristonha e soturna seja da "divisão da alegria" ... a vida é mesmo um troço estranho que nos prega peças ...

Tava teoricamente tudo bem, mas, acho que meu castelinho de cartas desabou. Tenho culpa, mas não sou o único culpado dessa história. Nada aqui foi feito sozinho ... e pra me sentir um pouquinho mais down, a de hoje é do Blur (banda prediletíssima da casa). Não conhece? Se mata.

Esse som foi feito após um dos maiores pés na bunda que o rocknroll tem notícia. Foi o fim do namoro do gênio Damon Albarn com a arrasa corações Justine Frischman (do Elastica). O disco onde essa pérola saiu, o incompreendido "13", é todo sobre o fim desse relacionamento.

O disco soa quase todo como um exorcismo. Nele, Damon Albarn tirou tudo o que ainda o magoava dessa história e transformou o amargo em 13 (sugestivo não?) canções fenomenais, que colocam o disco como um dos pontos altos de sua discografia.

Esse som que não paro de ouvir desde ontem de madrugada, se chama "No distance left to run" onde as guitarras de Graham Coxon são desconexas mas de uma singeleza e de uma docilidade sem tamanho e em sua letra, Albarn anuncia o fim. Que não era mais possível fazer nada pela relação, nem por eles. É um pedido de socorro pro amor próprio e um desejo sincero de que a outra pessoa seja feliz como, quando e com quem quiser ...

É triste demais assumir o fim, esse cara o fez com maestria, talvez isso o faça um de meus compositores prediletos. Se estiverem afim de curtir uma fossa, a trilha sonora tá garantida no vídeo abaixo.

Enquanto isso, a vida segue (ao menos deveria) ...

Até.







Como uma canção pode salvar sua vida ...

Boa noite ... embora pra alguns seja bom dia, anyway ... tô de vorta. Hoje não vou comentar disco nenhum.

Ando com a cabeça cheia demais pra conseguir me concentrar em qualquer obra nesse momento. Pois é, todos passamos por momentos difíceis, acho que agora é a minha vez. Como todo momento difícil, de fossa, de saco cheio, de neurose tem a sua trilha sonora pra facilitar a digestão da dita situação adversa, hoje vou falar da minha, que se resume a uma única música, e que bela canção. Estamos falando de uma canção do longínquo 1981, de uma banda estadunidense, da cidade de Boston e que fazia e ainda faz um dos mais poderosos post-punks que temos ideia. São os caras do Mission of Burma

O som dos caras é pra lá de classudo. Baixo muito bem trampado, batera pesada, guitarras cheias de distorção, voz marcante, ou seja, som pra pular, pra dançar, pra encher pista e chacoalhar o esqueleto no baile. Confesso que não conhecia essa versão da música (a original), só conhecia a versão do Moby (que acho bem bacana), mas nem lembrava desse som. Aí assistindo o raio da série da Mtv, a tal da "Menina sem qualidades" e em um dos episódios tem uma banda (que na verdade são os caras do Vivendo do Ócio) tocando esse som, e aí, bateu o estalo!!! Caraca eu lembro dessa música, curti muito no Retrô e talz, mas nem imaginava ouvi-la de novo. Ai me liguei no que o cara cantava no refrão pra pegar o nome da dita cuja. Depois de achar algumas versões bem bacanudas dela, como a do Catherine Wheel e a do próprio Moby, cheguei na original que é essa aqui:



Que som é esse? Que linha de baixo fantástica! Faz uns 3 dias que não ouço outro som. É ela no repeat infinitamente e ela não enjoa.
Se a fase ruim vai passar, eu ainda não sei, mas desde já, agradeço aos caras do Mission of Burma pela ajuda. Valeu.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Redescobrindo os bons sons - Anos 90 - parte 10 - o fim da saga

Buenas pueblo, Seis meses após a última postagem e gozando minhas merecidas férias volto minhas atenções novamente ao meu querido blog. Bom, chega de enrolação e vamos ao que interessa. Hoje o cardápio do dia é um dos discos mais fantásticos e fodásticos de todos os tempos, o indefectível, bem tocado e pesado "Siamese Dream" do The Smashing Pumpkins.
Oriunda de Chicago e à época com sua formação original (a qual eu vi no Brasil em 1996 e ainda acho que foi um dos meus shows top 3 all time), o line-up dos caras contava com o genial/esquizofrênico/egocêntrico Billy Corgan (voz anasalada e guitarras), James Iha (guitarras e backing vocal), a loiríssima Darcy Wretzky (baixo, backing e calças de couro) e o insano/multi-braços Jimmy Chamberlain (batera). Depois de um relativo sucesso para seu álbum de estreia, o pesado e soturno "Gish", Corgan e comparsas se entocaram no estúdio com o incrível e fodão (ainda não era visto assim à época) produtor Butch Vig que dois anos antes produzira um tal de "Nevermind" de uma tal banda chamada "Nirvana" para dar sequência aos trabalhos Pumpkianos.
O período de gravação foi muito difícil para a banda, pois o baterista Jimmy Chamberlin estava viciado em drogas e álcool. Isso afetava tanto a produção, que a banda optou por gravar o álbum longe de Chicago, pois assim Chamberlin teria maior dificuldade para alimentar seu vício. Billy Corgan estava sofrendo de uma profunda depressão na época, além do bloqueio criativo. Por isso, resolveu fazer sessões de terapia não só para ele, como também para os demais integrantes já que James Iha e D'arcy acabavam de romper um relacionamento e se desentendiam constantemente. As consultas à terapeuta foram registradas em vídeo, e lançadas como material extra em Vieuphoria cerca de dois anos depois. Essas consultas tiveram conseqüência na inspiração de Billy Corgan para compor a maioria das letras de Siamese Dream, que falam sobre seu passado conturbado e suas diversas inseguranças. Dado o perfeccionismo de Billy Corgan, as sessões de gravação para Siamese Dream duravam cerca de 16 horas por dia, o que levou a banda a uma enorme exaustão e fez com que os quatro depositassem toda sua esperança no álbum. Caso este fracassasse, o futuro da banda estaria ameaçado. Estas esperanças se concretizaram e Siamese Dream foi um álbum de muito sucesso dentro do rock alternativo, alcançando reconhecimento em âmbito internacional - inclusive alcançando boas posições dentro do mainstream - e projetando o Smashing Pumpkins como uma das bandas que chegaram para ficar. O resultado? A banda conseguiu a primeira nomeação para os Grammy Awards, na categoria "Best Alternative Music Album" e para "Best Hard Rock Performance with Vocal" no ano seguinte. O álbum é de um bom gosto singular. Alterna momentos de puro esporro metaleiro (Geek USA e Silverfuck) com singelezas orquestradas (Disarm) e pérolas pop (Today) para ninguém botar defeito. Começa pesado e cheio de riffs quebrados com "Cherub Rock", e passeia por todas as variações de peso, melodia e arranjo por todo o álbum sem soar enjoativo e pedante. Se tivesse que escolher uma música para não iniciados, ficaria indeciso, mandaria ouvir o álbum todo, mas se perguntarem qual a minha predileta, responderia sem titubear: "Mayonaise". Essa formação chegaria a gravar mais um álbum, o tão foda quanto "Mellon Collie & the Infinite Sadness de 1995 e durante essa turnê de divulgação a banda sofrera um enorme baque pela morte por overdose do tecladista Johnatan Melvoin em uma festinha com o batera Jimmy Chamberlain que após este episódio fora expulso da banda. A banda tá na ativa até hoje. Estão para lançar seu 7º disco de estúdio chamado "Oceania", com uma nova formação (adendo: a atual baixista dos Pumpkins é uma das garotinhas que aparecem na capa de Siamese Dream). Mas não esperem nada tão inspirado quanto este discaço de 1993 que colocou uma pá de cal na minha vida de metaleiro (ouvi o disco, ainda em vinil até furar), fazendo com que eu abraçasse o chamado rock alternativo de vez. Os Pumpkins não são mais os mesmos, mas o talento de Billy Corgan permanece. Esse disco é atemporal!!! Tá lendo ainda? Ainda não baixou? Não tá ouvindo no talo? Se liga ... larga a leitura e ouve esse clássico. Fica a dica.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Redescobrindo os bons sons - Anos 90 - parte 9

Baralho!!! Quanto tempo!!! Quantas novas ... fui saído do meu antigo emprego, arrumei outro, mudei para o meu ap, casei com a mulher da minha vida, passei em um "pseudo-concurso público" e fiquei uma porrada de tempo sem postar por aqui, e senti uma puta falta disso.

Bom, vamos parar com enrolação, e vamos direto ao ponto.
Hoje, vamos falar de uma das bandas prediletas da casa, aqui, o indie encontra a nerdice, os nerds viraram cool, largaram a convenção de Star Wars e montaram uma das melhores bandas formadas na década: o Weezer.



Banda capitaneada pelo eruditasso Rivers Cuomo que no começo da banda estava cursando a hypadíssima faculdade estadunidense de Harvard. Quando lançaram o primeiro disco, o clássico "Blue Album", o nerd de carteirinha Cuomo, deu um tempo na faculdade para, junto com seus asseclas, o guitarrista/vocalista Brain Bell, o batera e nerd master Pat Wilson e o baixista esquisitão Matt Sharp mudar a cara do dito "rock alternativo".

Antes do Weezer, víamos as bandas com visual largado, desleixo musical e uma atitude totalmente "foda-se", após a aparição dos caras, o cenário mudou, víamos um visual limpo, cabelinhos cortados, óculos e cara de bons moços, mas na sonoridade, um esmero na produção, guitarras altas e distorcidas, mas gravadas de maneira orgânica e limpa, batera econômica, baixo pesadão e letras, principalmente as letras que retratavam o conteúdo da massa estadunidense, que não eram os populares da High School, eram a ralé, o povo que vivia às margens da galera hypada. Enfim os "losers" tinham vez e o Weezer era seu porta-voz supremo.

Os caras estouraram e fizeram o mais improvável para uma banda que estava bombando, pararam as atividades temporariamente para que o nerd master Rivers Cuomo pudesse se formar. E é desse hiato que surge o mais clássico disco de sua discografia, o fantástico "Pinkerton", para muitos, o patinho feio da sua discografia.



O disco começa com algo improvável para o Weezer de então: teclados (um Moog bem maroto da o ar da graça em toda a duração da primeira faixa, "Tired of Sex").
Depois dessa estranheza inicial (o que casou com o som dos caras maravilhosamente bem), vimos o Weezer na sua melhor forma: enxurradas de riffs de guitarras (muitas vezes baseados em bandas de metal farofa dos anos 80), cozinha pesada, concisa e econômica e a voz de quem canta para 3000 pessoas do mesmo jeito que canta tomando banho em casa.

Na sequência, vários clássicos com a cara da banda, "The Good Life" (que bem poderia ter saído no primeiro disco), "Across The Sea" com vocal em coro e "Pink Triangle" onde vemos até alguns violões. Cuomo canta sempre do ponto de vista do loser, o cara que quer a garota popular mas ela nem sabe que ele existe ... Coisa de nerd mesmo.
A produção é caprichada, bem mais coeso do que o primeiro disco, não sobra nada e não falta nada (como as vezes acho que alguns Moogs cairiam bem no primeiro disco), tudo está no lugar certo, até os falsetes metálicos de Rivers.

Em Pinkerton, o Weezer soa maduro, é a confirmação de uma baita banda, a maldição do segundo disco passou longe desses caras. Agora os nerds saíram do High School e enfim conseguiram se formar na faculdade. Definir o disco em uma palavra: Amadurecimento (e no ótimo sentido).

Bom, histórias a parte, vamos deixar de enrolação. Divirtam-se com a volta dos nerds. Tá no mesmo lugar de sempre.

Até.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Redescobrindo os bons sons - Anos 90 - parte 8

Poxa, desculpem a porrada de tempo sem postar nada, tô na maior correria: trampo, casa e casamento ... tá corrido pacas ... Mas chega de desculpas. O que importa é que tô voltando a ativa e continuando a saga dos bons sons dos 90 (embora no final dos 10 posts sempre vou achar que faltaram coisas essenciais, mas whatever).

Hoje vou falar de uma das bandas que mais abalaram a minha percepção e entendimento sobre como construir e executar canções, os fodásticos Sonic Youth.



Banda novaiorquina seminal tanto na minha formação como "músico" e ouvinte, tanto na cena indierocker estadunidense e mundial desde o início dos anos 80.

A banda foi fundada em 1981 e inspirava-se nas sinfonias de guitarra de Glenn Branca (com o qual boa parte da banda já tocou), no proto-punk de The Stooges, The Velvet Underground e MC5, na poesia punk de Patti Smith, o Krautrock de Can, o psicodélico garage rock do 13th Floor Elevators, assim como compositores avant-garde, como John Cage. Outro dos diferenciais dos caras é que a banda é aclamada por redefinir o que uma guitarra pode fazer, ao utilizar uma variedade de afinações alternativas e modificar o instrumento, com objetos inusitados, como baquetas e chaves de fenda como forma de alterar seu timbre (sim, Moore e Ranaldo são parte da minha bíblia musical).

A banda desde então é capitaneada pelo guitarrista/vocalista genial e maluquete de carteirinha, o Sr. Thurston Moore (com alguns discos solos fantásticos na mala) e tem como eternos e fiéis escudeiros desde então, sua esposa e baixista (embora ultimamente tenha tocado uma terceira guitarra) Kim Gordon e o genial, barulhentasso e com o timbre de voz mais legal dos 3, o guitarrista/vocalista Lee Ranaldo. A princípio, contavam com o batera Bob Bert que fora substituído em meados dos anos 80 pelo constante e econômico, porém fantástico Steve Shelley. Hoje completa o line-up da banda o baixista Mark Ibold (ex-Pavement, que é outra das bandas prediletas da casa).

Não dá pra citar obras avulsas dos caras, pois tudo o que lançaram é de uma qualidade pra lá de absurda, desde as experimentações da série SYR, até a trilha sonora de filmes, passando por cover dos Carpenters (ecletismo barulhento), mas como a discografia dos caras é pra lá de extensa (e fenomenal), vou falar sobre o primeiro disco que escutei deles e um dos meus preferidos, embora alguns torçam o nariz para esse discaço, o menosprezado, "Experimental Jet Set, Thrash and No Star".



Esse disco, de 1994, veio cheio de expectativas por parte da crítica e do público, pois vem na sequência do hypado "Dirty" que contava com algumas de suas mais fantásticas canções como por exemplo, "Sugar Kane". Posso falar em nome de alguns ouvintes, sobre a bolacha. Como foi o primeiro disco que ouvi dos caras, a minha primeira impressão foi de total estranheza, pois nunca, até então, ouvira algo tão exótico a ponto de hipnotizar-me do começo ao fim da audição. Fiquei extasiado com a construção das músicas, os riffs fugiam do óbvio, era proporcionalmente contrário ao que eu escutava na época (basicamente Ramones), era cheio de guitarras, efeitos, muitos efeitos, distorções, dissonâncias, ruídos, barulhos e aquelas vozes que pareciam ter nascido na minha cabeça de tão natural que me soavam. Ouvindo esse disco, descobri que barulho era música sim, e que era um elemento a ser respeitado.

Começa com a hipponga e folk (o que é estranho até pra eles) "Winner's Blues", até então, só a voz cheia de efeitos me causava estranheza, mas quando entra na sequência o hino "Bull in the Heather", meu queixo caiu, minha cabeça deu voltas na lua e desde então o rocknroll pra mim não fora mais o mesmo. Que sonzeira, que estranha, que simples, como podiam ser tão diferentes e geniais ao mesmo tempo que soavam tão toscos (no bom sentido, óbvio). Aqui o Lo-Fi passa a fazer sentido.

O disco todo é de uma qualidade absurda, passando pelas tão fantásticas "Androgynous Mind" (essa foi a primeira deles que eu aprendi a tocar, toco até hoje), "Tokyo Eye" que tinha a voz de Moore sussurrada no vocal, o que para quem crescera ouvindo bandas onde o vocal era principal premissa, era incabível e fascinante. O disco fecha com outro hino, a fenomenal "Sweet Shine" que tem Kim Gordon no sue auge vocal fechando o disco de maneira poderosa.

Lembro da cara de "ué" que eu fiquei ao final da primeira audição desse discaço. Estávamos na porta do Jackson (grande brother), eu, ele, o Eduardo, o Marrom, o Daniel e o Beto que trouxera a fita (sim, ainda ouvíamos as famosas fitas K7). Acho que fiquei uns 5 minutos sem falar um "A", com os moleques olhando pra minha cara de incrédulo esperando o meu veredito, pois até então, só eu ainda não os tinha ouvido. Só me lembro de ter conseguido soltar um sonoro "puta que o pariu, que foda!". Tomei a fita do Beto e tirei a minha cópia. Desde então este virou um dos discos de cabeceira na minha costrução musical (quisera eu ser genial a esse ponto) e na minha discoteca básica.

Bom, chega de babar ovo. Ouçam e tirem seus próprios vereditos.

Divirtam-se!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Redescobrindo os bons sons - Anos 90 - Parte 7

E ai povo, beleza?

Hoje vamos falar de uma das bandas mais bacanas e mais "bonitas" da safra inglesa anos 90. O ELASTICA.

Liderados pela arrasadora de corações Justine Frischmann (fala aê Damon), na guitarra, voz, caras e bocas, contava ainda em seu line-up com Donna Matthews na guitarra e nos lindos olhos azuis, Annie Holland no baixo e o feioso Justin Welch na bateria.



A banda foi formada em 1991 quando Justine saiu do "Suede" e ia numa direção totalmente diferente da banda afetada de Mr. Brett Anderson. Enquanto o "Suede" era teatral, lírico e bem acabado, o "Elastica" era a antítese disso: "praticamente" uma banda de garotas, que tocavam de maneira desleixada, pesado e que faziam músicas pra pular e dançar.

O primeiro single a alcançar alguma projeção nas paradas inglesas, foi "Stutter" de 1993, que fez sucesso através do boca a boca por meio dos esforços de promoção do DJ da Radio 1 e chefe da Deceptive Records, Steve Lamacq.

"Connection", o single seguinte, foi o que colocou o Elastica de vez no mainstream, porém ao mesmo tempo em que a banda estourava nas paradas inglesas e mundiais, havia uma polêmica que encheu bem o saco da banda nesse período. Foram acusados de plágio pelo "Wire", uma outra banda inglesa, por usar sem permissão, a mesma base de "3 Girls Rumba" em "Connection".



O disco de estréia (1994) que contava com os dois singles anteriores, ainda tinha mais uma penca de boas canções: "Car Song" com seu clipe futurista e "2:1" que fez parte da trilha sonora do fodástico "Trainspotting" (se não assistiu, fecha essa página, desliga o PC e vai assistir, é obrigatório).

Após uma longa temporada de apresentações, a banda começou a apresentar problemas pessoais. Em 1997, a baixista Annie Holland deixou a banda, culpando lesões por esforços repetitivos resultados do excesso de apresentações como o motivo de sua saída. Em 1999 Donna Matthews deixou o grupo.

Só lançaram seu segundo disco, o fraco "The Menace", em 2000 com vendas modestas. Uma nova formação foi anunciada com dois tecladistas substituindo Matthews para a turnê seguinte, reestreando em solo britânico durante o Festival de Reading de 1999. Em 2000 se seguiu a turnê de lançamento do disco The Menace com relativo sucesso, apesar disso, as apresentações nos festivais que se seguiram foram comprometidas por doenças contraídas pelos integrantes. O grupo lançou um último single "The Bitch Don't Work" em edição limitada e anunciou o seu fim em setembro de 2001.

Aqui deixo pra vocês apenas o filé. Se conseguir ouvir esse disco sem deixá-lo no "repeat", você não gosta de rocknroll da melhor qualidade. Se conseguir achar esse disco ruim, procure um médico, você está com problemas auditivos.

Sem mais delongas, é só passar no lugar de sempre e retirar o seu. A festa já pode começar, é só dar o "play" e deixar o Elastica tocar.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Redescobrindo os bons sons - "Anos 90" - Parte 6

Oi galerê,

Hoje eu vou falar da banda mais fodona que ja pisou no planeta Terra em qualquer época, tempo e espaço (na minha modesta opinião): os PIXIES.




Bostonianos de carteirinha, capitaneados pelo gordinho mais sangue bom do rocknroll, o Sr. Frank Black (ou Black Francis ou Charles Thompson III) na voz rouca e guitarra barulhenta, a fodaça e hoje "fofa" Kim Deal (ou ex-Mrs. John Murphy - The Breeders e The Amps) no baixo reto e voz infantil, o cara que melhor tira um som de uma Les Paul, o barulhento, insano e filipino Joey Santiago (The Martinis) e o batera cavalar, mosntruoso com voz doce, David Lovering.

A banda foi formada em 1985 e tinha como principais influências o punk e a surf music, embora abusassem das referências hispânicas (majoritariamente nas letras) e de sons mais pesados.

Lançaram 5 discos até separarem-se em 1991. Cada um seguiu o seu caminho até retornarem magistralmente em 2004, fazendo shows disputadíssimos inclusive no Brasil (os quais eu não compareci por falta de $$$ e me bato até hoje por isso).

Nesses shows de retorno, inclusive no último do Brasil (no SWU em 2010) eles tocaram na íntegra o disco mais foda de todos os tempos, o lendário "Doolittle". Mesmo tendo sido lançado em 1989 foi o disco que criou toda a estética do som feito no underground dos anos 90. Por isso está aqui como anos 90, embora seja um disco atemporal.



O que falar de "Doolittle"? Que é uma obra prima? Que não tem uma música que seja no mínimo 9,5? Que influenciou o Nirvana e toda a cena pré-grunge? Ou que é o disco que mudou a minha vida e me fez largar de vez o metal, pois existiam guitarras tão pesadas e musicos mais criativos do que os que eu ouvia anteriormente? "Doolittle" teve este poder, mudou a minha vida e é influência confessa no meu jeito de compor e de tocar.

Diversos temas são abordados nas letras, desde ficção científica e surrealismo, caso da fantástica "Debaser" ou superstições com o número da besta, caso de "Monkey Gone To Heaven".

A produção de Gil Norton é precisa e coesa, esse com certeza é seu melhor trabalho, tanto com os próprios Pixies como em toda a sua carreira. Norton só acertaria a mão novamente com tanta viceralidade no tão foda quanto, "The Colour and The Shapes" dos Foo Fighters. Tudo nesse disco é urgente e viceral. É uma viagem rápida, são aproximadamente 30, 35 minutos de esporro sonoro, guitarras distorcidas, vocal rascante e bateria monstruosa que se transformam na melhor obra ja feita na história do rock.

Chega de lenga lenga, passa nos comments, põe o volume no talo e tente sair imune ao poder dos duendes. Boa viagem com os Pixies.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Redescobrindo os bons sons - Anos 90 - Parte 5

Hola pessoas!!!

Depois de um tempo de vagabundagem pós-Faculdade, tô de volta a blogosfera pra continuar a saga com mais um clássico dos anos 90. Hoje falaremos do fodástico Dinosaur Jr..



Banda estadunidense de Massachussets (como aparece banda boa por lá), capitaneada pelo vocal e Guitar Hero (e aqui isso faz sentido mesmo) de plantão, J. Mascis e que agora volta a sua melhor e mais clássica formação, com o tão foda quanto, Lou Barlow (Sebadoh e Folk Implosion) no baixo/voz e o não menos foda Murph na bateria.

A banda voltou a se apresentar com sua formação clássica em 2005 depois de Barlow ter saído da banda pra formar o Sebadoh. Em 2007 lançaram um novo disco, o elogiado "Beyond" e em 2009 o último disco dessa nova empreitada (até agora) o fodaço "Farm".

Após toda essa introdução e lenga lenga sobre os caras, vamos ao que realmente interessa, o fodaço "Without a Sound" de 1994.



Nesse disco, apenas J. Mascis é da formação original e gravou além da guitarra e da voz, toda a parte da bateria (o cara é bão mesmo). O baixo e os backing vocals ficaram por conta de Mike Johnson.

Aqui, Mascis fez estrago. Compôs e tocou praticamente tudo. É quase como um disco solo, mas sem perder a "cara" de Dino Jr. Canções melodiosas, alegres e viajandonas além dos riffs pra headbanger nenhum botar defeito (conheço uma porrada de metaleiro que piram nas guitarras desse disco, principalmente em "Grab It"), baixo pesado e bateria marcante fazem desse disco um dos maiores clássicos dos anos 90.

O primeiro single desse disco é o clássico "Feel The Pain" que tocou horrores em programas bacanas da Mtv como o finado Lado B e nas indieballads da época, tem um dos riffs mais marcantes do indie rock e um dos clipes mais non-sense dos 90's.

O que esperar desse clássico? Guitarras, guitarras e mais guitarras, além da voz de bêbado de Mr. J. Mascis. Sem mais delongas, escutem!!! Tá no lugar de sempre.

Até mais.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A volta do Boêmio - Redescobrindo os bons sons. Anos 90 - parte 4

Bona sera.

Até que enfim de volta a ativa. Terminada a facu (que parto), agora posso voltar a postar os bons sons e compartilhá-los com vcs.

E continuando com os grandes álbuns dos 90's, hoje to postando um dos meus prediletos da casa all time e que fez com que eu discutisse com vários brothers quanto à qualidade do mesmo (tinha gente que metia a lenha sem nem ter ouvido o álbum todo, só falavam mal de uma canção e não conheciam o resto). Picuinhas à parte, esse post é dedicado ao fodástico "Parklife" do mais fodástico ainda BLUR.



Banda capitaneada pelo workaholic de carteirinha, o vocalista Damon Albarn (Gorillaz, The Good The Bad & The Queen) e que ainda tinha em sua formação o grande e injustiçado guitarrista Graham Coxon (um dos grandes nomes da guitarra na Inglaterra dos anos 90 em frente), o baixista Alex James (Bad Lieutenant) que tocava o baixo mais suingado da ilha e o irreparável e constante batera Dave Rowntree.

Depois de 2 lançamentos, o debut "Leisure" (o meu preferido) de 1991 e o tão bom quanto "Modern Life is Rubbish" de 1993, o Blur já contava com um nome de respeito na cena indie inglesa, mas queriam muito mais, eram bem mais ambiciosos, queriam conquistar a ilha, e fizeram-no com este álbum de 1994.



Nada está fora do lugar. As guitarras rasgadas de Coxom contrapõem-se ao baixo funky de James criando algo único que se tornaria característico desse álbum em diante no som dos caras. Quanto mais suingado era o baixão de James, mas reta, seca e sem firula era a guitarra de Coxom e vice-versa.

Esse petardo conta com algumas das composições mais inspiradas dos caras, vão desde a criticadíssima, dançante e gay "Girls And Boys", até a pedrada de "Jubilee" passando pela inspiradíssima balada "To the End" cheia de arranjos orquestrados e talz e pela pérola indie "This is a Low". Com todas essas disparidades de estilos, os caras conseguem nos mostrar um álbum altamente conciso, inspirado, com punch e suingue na mesma medida. Era o álbum certo na hora certa. Inspiradíssimo se pudesse defini-lo em uma palavra.

Esse disco foi com toda a certeza o divisor de águas na carreira dos caras. A Partir de então o Blur passou a ser respeitado e cobrado como banda grande e não sentiu o peso da camisa, continuou lançando ótimos trabalhos até seu hiato em meados de 2003 quando Coxom abandona a banda no meio das gravações do irregular "Think Tank". Em 2009 retornam com um show antológico no Hyde Park onde ficou provado que a banda ainda tinha muita relevância. Lançaram um documentário sobre o show de retorno e prometem um novo álbum para 2011 o qual aguardo ansiosamente.

Sem mais delongas, deleitem-se com o fodástico "Parklife" do Blur.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Redescobrindo os bons sons. Anos 90 - parte 3

Ainda da série, vasculhando os porões ...

Nessa captura por boas coisas que estavam ao limbo, achei outra banda que era figurinha carimbada em qualquer indiebalad da época. The Rentals.



Formada por metade do Weezer (o ex-baixista Matt sharp encabeça o projeto que também conta com o batera Pat Wilson), metade do That Dog (a vocalista e violinista Petra Haden e sua irmã, a vocalista Rachel Haden), metade da Supersport 2000 (Cherielyn Westrich na voz e no Moog e do guitarrisra Rod Cervera), e do co-fundador da WIN Records, Tom Grimley (no outro Moog),além de várias participações especiais, este combo indie fez barulho com o lançamento de seu primeiro single, "Friends Of P".



O primeiro álbum, chamado irônicamente de "Return of the Rentals" é uma pérola no cancioneiro indierocker. Abarrofado de moogs venenosos, guitarras cheias de fuzz, baixo reto e dançante, batera pesada e os vocais inspirados de Sharp, Haden e Westrich, fazem desse álbum, discoteca obrigatória para se entender o indierock dos anos 90 e a influência que hoje faz com que bandas como Franz Ferdinand, Killers e cia. limitada, recheiem seu som com sintetizadores e riffs distorcidos.

O disco é uma aula de como usar um moog sem que esse soe chato e pretensioso como em muitas bandas de rock progressivo, é usado única e exclusivamente para criar texturas e riffs dançantes enquanto a guitarra e o baixo fazem o papel de meros coadjuvantes no som da banda. O único senão desse disco/banda, foi a saída de Matt Sharp do Weezer para se dedicar exclusivamente ao que antes era diversão e projeto paralelo.

O disco inteiro é duca, podendo-se ouvir direto sem pualr faixa alguma. Além de "Friends of P", lançaram também como single a ótima "Waiting", que assim como a primeira também ganhou clipe com boa execução nos programas temáticos da Mtv nacional. Essa execução causou alguns reflexos no Brasil, e algumas bandas nacionais da época foram criadas emulando o som que os estadunidenses faziam, bandas como o "Wonkavision", centraram o seu som na fórmula criada por Matt sharp e Cia., o uso constante de sintetizadores e guitarras distorcidas, além do uso das vozes masculinas e femininas.

Parece que após o lançamento de "Return of the Rentals" a banda entrou em um hiato e por esses tempos (não tenho a exatidão de data) lançaram um disco quádruplo chamado "Songs About Time!", que ainda não tive a oportunidade de ouvir. O primeiro disco eu garanto. Pode ser adquirido passando nos comentários

Diversão garantida ou seu dinheiro de volta! Boa viagem com o pessoal dos Rentals.

Redescobrindo os bons sons. Anos 90 - parte 2

Olás.

Hoje, vasculhando as velhas fitas de vídeo redescobri algumas coisas bem legais que vou tentar ir postando ao longo da semana, entre elas, o Superdrag.



Banda estadunidense de Powerpop baseada na cidade de Knoxville, Tennessee juntos desde 1992. Em 2003 resolveram deixar a banda em animação suspensa para cuidarem de alguns projetos paralelos, retomando-a em 2007. Entre indas e vindas de alguns membros, sua formação clássica vem junto desde a fundação da banda e conta com: John Davis (voz e guitarra), Brandon Fisher (guitarras), Tom Pappas (e seu indefectível blackpower no baixo) e Don Coffey Jr. (bateria).



No lançamento de seu primeiro álbum em 1996, o fodástico "Regretfully Yours", muito se disse de que eram uma cópia do Weezer e da fórmula que tinha destacado os nerds capitaneados por Rivers Cuomo ao estrelato alguns anos antes. Algumas semelhanças podem ser vistas no som de ambos, porém não se trata de cópia, mas podemos perceber influências semelhantes.

"Sucked Out", o primeiro single desse álbum, chegou a encher o saco de tanto que tocava no finado Lado B da Mtv e rolava nas indieballads da época (Retrô, Torre do Dr. Zero e afins...), mas é um disco irretocável onde todas as canções merecem ser ouvidas com atenção. É uma álbum alegre, pra cima, que te faz dançar e cantar junto, como os bons álbuns "pop" conseguem fazer. Não tenho como citar apenas uma ou outra canção, todas devem ser ouvidas. É por no play e deixar a festa rolar.

Bom, chega de enrolação. Passem nos comentários e comprem a entrada pra festa, a diversão fica por conta do Superdrag e essa eles garantem.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Redescobrindo os bons sons ...

Ah que saudades que de vez em quando me bate dos já saudosos anos 90. Quantos sons bons, quantos músicos fudidos, quanta distorção ... enfim, 80% de todo o meu referencial musical é vindouro desta década. Foi por causa dessas bandas e deste estilo de som que resolvi aprender a tocar (ainda no processo) e ser um músico.

Da década de 90 (se a música for cíclica como dizem que é, mal posso esperar para a década que se inicia em 2011, o retorno dos 90's) podemos citar uma porrada de bandas que marcaram o fim da minha adolescência e a minha entrada na vida adulta (quando isso?), e nesses próximos posts, irei compartilhar com vocês algumas delas. De começo, falemos dos Posies.



Banda capitaneada por Ken Stringfellow e Jon Auer que dividiam voz e guitarras. Hoje completam o line up dos caras: Matt Harris no baixo e Darius "Take One" Minwalla na batera.

Acho que nenhuma banda estadunidense nos anos 90 usava melhor a voz do que esses caras, hora um, hora o outro, quando não os dois ao mesmo tempo e em tons diferentes ... principalmente quando tocavam suas versões acústicas.



Entre os sete álbuns já lançados da banda destaco o clássico "Frosting On The Beater" de 1993. É sobre ele que este post está sendo escrito. Ele já começa com 2 hinos dos caras, a climática e pesada "Dream All Day" e já na sequência seu maior clássico, a classuda (e uma das músicas que eu mais adoraria ter escrito) "Solar Sister". O restante do álbum alterna alguns momentos de calmaria e de guitarras nervosas e rascantes. Timbres muito bem escolhidos, batera pesada e coesa, baixão grave e pesado como se deve ser. Nesse disco tudo está encaixado perfeitamente onde deveria estar, não há sobras, é um disco enxuto. A cereja do bolo são os duetos vocais de Jon e Ken, alternando-se nas notas mais altas e mais baixas, hora um faz a base vocal e o outro canta com mais ênfase nos agudos e vice-versa.

Por mais que este seja um disco de 17 anos atrás, acho que não fica devendo em nada para toda a produção atual, o que fez com que neste ano depois de um hiato de 5 anos eles voltassem a tocar e lançassem o bom "Blood/Candy".

Passem nos comentários e divirtam-se. Vamos voltar para o futuro com os Posies.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

É da terra dos vikings que estão vindo as melhores coisas para serem ouvidas atualmente.

Buenas !!!

Tá brotando banda boa na Escandinávia. Tá parecendo a Escócia "mid 90's". Em cada garagem, uma puta banda dando sopa e o mais bacana é que com a internê isso tá sendo divulgado e chegando aos ouvidos do mundo, é por isso que divido essa pérola com vocês.

Hoje quero falar de uma artista que não tem nada a ver com essa cena neo rocker escandinava, mas que pegou o mesmo bonde. Fallulah é o nome artístico da jovem compositora e cantora Maria Apetri, nascida em 1985 em Copenhagen, Dinamarca. Não há como catalogar a música que essa cidadã faz: uma mistura de indierock, orquestrações, canções típicas da região dos Balcãs ... Podemos usar como paralelo (por mais pobre que seja) a sonoridade de outra lenda da região, uma tal de Björk.



Se fosse para inventar um rótulo para o som 'Fallulístico" (inventando expressões e conceitos. ahahahaha) seria curto e grosso (porém mesmo assim não seria amplo o bastante para definí-la): Música Orgânica. O que Björk faz de maneira maravilhosa usando samples, Fallulah grava com músicos de carne e osso.

Seu som tem sido comparado com algumas bandas (artistas femininas na verdade) de grande destaque na atual cena musical, como por exemplo: Florence & The Machines, Bat For Lashes e Marina and the Diamonds.



Seu primeiro album, o fodástico "Black Cat Neighbourhood" conseguiu uma façanha que há um bom tempo não conseguia ... Me prendeu do começo ao fim de boca aberta e se manteve no repeat por 3 semanas consecutivas no meu MP3 player.

Dadas as devidas proporções, fica complicado falar de faixas avulsas, ouçam tudo, vale cada segundo de audição. Tudo é milimetricamente bem encaixado: vozes, violinos, barulhinhos, indistintamente. Há uma gama de timbres e de sonoridades que fez com que eu pensasse que o álbum fosse praticamente impossível de ser reproduzido ao vivo, coisa que o Youtube fez questão de me provar o contrário. A mina canta demais e a banda que a acompanha é muito bem azeitada e competente, como vocês poderão perceber passando nos comentários.

Seu próximo álbum está sendo produzido nesse momento por Fridolin Nordsø e ainda não há um prazo para o lançamento (espero ávido por esse disco).

Bom, sem mais delongas, nunca o bordão do sabedor Fábio Massari coube com tanta maestria: "Boa viajem com Fallulah !!!"

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Melhor disco do ano, fácil !!!

Bom, pra começar quero pedir desculpas por esse tempo todo sem postar nada. Facu, trabalho e casamento, estão me deixando sem tempo pra mais nada. Mas estamos de volta pra falar do melhor lançamento de 2010.

Putaqueopariucaralhoporra!!! É o único adjetivo para esta pérola do cancioneiro indierocker. Fácil, fácil é o disco do ano, estamos falando de "Majesty Shredding", o novo petardo do Superchunk.



Após um hiato de quase dez anos após o lançamento de "Here’s to Shutting Up" (2001), Mac McCaughan (voz/guitarra), Laura Ballance (baixo/voz), Jim Wilbur (guitarra/voz) e Jon Wurster (batera) nos brindam com um discaço, onde mostram que mesmo após tanto tempo eles não perderam a mão.



Em "Majesty Shredding", todos os clichês estão de volta (e isso não soa pejorativo), a voz esganiçada do Mac, o baixo pesado da Laura, as duas guitarras solando ao mesmo tempo, a batera matadora, a mesma pegada guitarband (mais 90 que isso, impossível), o mesmo tesão de fazer som juntos, ou seja, Superchunk na sua mais pura essência. Poderíamos até resenhar o disco faixa por faixa, mas seria inútil. Simplesmente ouça tudo, e beeeeem alto. Pode pular, cantar junto, tocar air guitar ... Tomara que a próxima dose do rocknroll de Chappel Hill não demore outros 10 anos. 3 vivas ao Superchunk !!!

ps.: Se quiser, passe nos comentários para retirar sua passagem.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

A volta dos que não deveriam ter ido NUNCA !!!

Putaquepariucaralhoporraaaa !!!!



O Blur lançou um single novo depois de um hiato de 7 anos. Entenderam isso? o BLUR lançou um single novo depois de um hiato de 7 anos. Caraca !!!

Motivo de felicidade, fogos de artifícios e até brindes.

Os caras do B L U R lançaram um single novo depois de um hiato de 7 anos !!! Yuhuuuu !!! Com a formação original (Albarn, Coxon, James e Rowntree) não o arremedo de banda que lançou o Think Tank. Após os Shows do Hyde Park no ano passado, os caras viram que a sua popularidade e receptividade não tinha baixado uma vírgula sequer, e resolveram nos agraciar com um single novo. A canção se chama "Fool's Day" e foi disponibilizada "de grátis" no site dos caras. Basta fazer um cadastrinho pra baixar essa nova jóia do cancioneiro Brit-Pop. Mas, como eu sou um cara bacana, posto lá nos comentários o link pra baixar esse motivo de alegria ...

Uhuuuu !!! O BLUR lançou single novo, lero lero !!! Só falta um disco novo pra alegria ser completa ...

Ebaaaa !!!!

Boa viagem com o pessoal do Blur.

ps.: Coxon é "o cara" no Blur. Um dos guitarristas mais fodões e mais marginalizados dos anos 90. Gênio !!!

De volta pro passado no futuro?

Olás,

Como diria o mestre Adoniram: "Ó nós aqui travêis" ... Depois de um looooooongo e tenebroso período de ausência, enfim um novo post. Descobri na base da porrada que Faculdade não combina com manutenção diária de Blog.

Bom, desculpas dadas, vamos ao post que é o que interessa mesmo.

Hoje voltaremos aos anos 80 sem sair dos anos 2000. Como? Ouvindo o povo do The Sounds.



Banda sueca(ta brotando banda boa às pencas por lá) da cidade de Helsingborg formada em 1999 e que faz um som calcado na New Wave dos 80, lembrando muito as vezes, bandas da época como o Blondie por exemplo.

Conta em sua formação com: Maja Ivarsson(vocal), Felix Rodriguez(guitarra), Johan Bengtsson(baixo), Jesper Anderberg(teclado, piano e guitarra) e Fredrik Nilsson(bateria).

Até agora lançaram 3 discos de estúdio:


Living in America - lançado em 2002, é o debut da banda. Já mostravam aqui que viviam em outra época, a new wave come solta. Tecladinhos safados bem na linha B-52 e que faziam a cabeça da molecada na década onde "Os Goonies" e "De Volta Pro Futuro" eram novidades. Cozinha competente, te colada pra chacoalhar o esqueleto e quando você percebe, só parou porqur o cd chegou ao fim. Guitarras maneiras, contrapondo-se aos teclados e a voz, que é a cereja do bolo. Essa mocinha canta pacas.


Dying to Say This to You - lançado em 2006, mantém o nível do disco anterior, ou seja, feeeeestaaaaa !!! A mesma pegada, o balanço incessante, faz suas pernas mexerem-se sozinhas. Numa festa como o Projeto Autobahn, não faria feio e acho qeu boa parte do povo nem desconfiaria que é tão atual. Guitarras pop até o tutano, baixo e batera rebolativos, teclados canalhas, beeeeem oitenta mesmo e a voz que continua tão boa como no primeiro CD.


Crossing the Rubicon de 2008 me remete ao Yeah Yeah Yeahs(outra banda duca) no It's Blitz e ao Ting Tings. Dançante, só que mais adulto. Menos farra. Tecladinhos de monte, um forte apelo pop, não tão festeiro. Talvez funcione no carro indo pra festa pra ouvir os outros 2 cds. É contemporâneo, não soa tão 80 como os outros dois, e isso não é demérito algum. Só ousaram por não se repetirem, e isso é corajoso pacas. Discão. Só um adendo, a vocalista Maja Ivarsson é explícita quanto à sua ambição, reivindicando: "Eu quero ser a melhor vocalista em torno ... de pelo menos deste século". Pretensiosa né?

Trocando em miúdos, estão a fim de festa anos 80? Não sabe o que por pra tocar além de B-52 e Blondie? Coloca o The Sounds no repeat. É balada a noite toda. Baile garantido ou seu $$$ de volta(como os cds estão de grátis nos comentários, vai ficar elas por elas. hahahaha).

Boa balada com o The Sounds.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Viria de Tokyo a polícia montada?

Hola People,

Desculpem-me a falta de posts, a faculdade ta me deixando maluco ... Trabalho em cima de trabalho ... tá complicado demais, fora de brincadeira.

Mas vamos ao post que é o que interessa.

A banda de hoje vem de Newmarket no Canadá(ô terra boa pro rocknroll) e se chama Tokyo Police Club.



Banda formada em 2005 apenas por diversão, porém, acabou ganhando uma atenção maior e acabou convidada a tocar em pequenas mostras na cidade de Toronto, no Canadá. Mais tarde, foi convidada para tocar no Montreal Pop Festival, um dos festivais de música mais populares do Canadá. Após esta apresentação foram convidados a assinar com a Paper Bag Records.

Desde sua formação, a banda já apareceu em inúmeros festivais pelo mundo, incluindo o Coachella Music Festival, na California, no Loolapalooza em Chicago, no Bumbershoot em Seatle, no festival de Glastonbury e no Reading Festival, ambos na Inglaterra, além de festivais na Dinamarca e na Alemanha.

Nessas indas e vindas pelo mundo, os caras desembarcaram por aqui em novembro de 2007, apresentando-se no Planeta Terra Festival, em São Paulo.

A banda conta em seu line-up com David Monks na voz e no baixo, Greg Alsop na batera, Josh Hook na guitarra e Graham Wright nos teclados.

Até agora lançaram apenas um álbum full, mas sua discografia tem mais dois EP's que vieram antes. Todos os lançamentos dos caras são duca(conforme poderão notar caso passem nos comentários). Usam e abusam de batidas dançantes pra fazer a gente chacoalhar o esqueleto no baile e fazem bonito em qualquer pista de dança, em qualquer indieballad que você for.

Vamos aos álbuns:



O primeiro EP dos caras lançado em 2006 chama-se "A Lesson in Crime" e tem faixas mais pesadinhas, mesmo assim soa dançante pacas, é um puta disco, daqueles que você coloca pra ouvir e fica possesso quando acaba de tão bom. Guitarras fazem contraponto aos teclados que são de extremo bom gosto. A cozinha põe você pra dançar facilmente, enquanto a voz é a cereja do bolo, rola um overdrivezinho, fazendo as vezes soar como Strokes, nada que os desabone, são originais pacas. É um puta disquinho(disquinho pelo tempo de duração do EP). Recomendado. Caso queira iniciar-se aos poucos, vá de cabeça em "Shoulders & Arms", é boa pacas.



O lançamento seguinte, de 2007, chamado "Smith EP", segue a mesma linha do EP anterior, mas há um grande diferencial pro EP anterior: o baixo. Que pressão, soa pesado, estala no peito, é assim que tem que ser, e além do mais é dançante pacas, acho que é o trabalho dos caras onde mais se enfatiza este instrumento. Voz, guitarra, teclado e batera continuam com o mesmo padrão de qualidade do EP antetrior. As duas músicas novas soma bem mais pesadas, há ainda um remix pra faixa "Be good". Apenas quatro músicas, diversão rápida, recomendadíssimo. Destaque individual para a faixa "Cut Cut Paste".



Após dois EP's bastante elogiados sai em 2008 o primeiro álbum da banda, "Elephant Shell" e caraca, os caras fizeram um golaço, sério mesmo. Consigo notar nesse álbum algumas influências de Death Cab For Cutie(outra banda que adoro e logo terá post por aqui), talvez o vocal esteja parecido com o do Ben Gibbard. Nesse álbum eles mantiveram o som dançante e com certeza foram melhores produzidos. Tudo soa coeso, não há sobras. Ao decorrer do álbum, percebe-se que nem só do som típico da primeira década desse milênio esse álbum é feito, sinto cheiro de Shoegaze no ar, algo muito inglês dos anos 90, mas contemporâneo pacas. É complicado de descrever. Quer saber de uma coisa? Se quiser tentar entender por si só, comece por "Sixties Remake" e boa viagem, que o som é duca.

Todos os três são discaços.

Recomendadíssimos.

Até.